sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Descontrole do Presidente faz do ano legislativo de União da Vitória cômico se não fosse triste

Empenho em promover uma disputa de poder pessoal, promovida pelo Presidente Almires Bughay, tornou o primeiro ano desta legislatura da Câmara de União da Vitória o mais conturbado dos últimos 30 anos.
O que era esperança de mudança, terminou o seu primeiro ano de forma cômica, se não fosse triste. Eleito na coligação que elegeu também o Prefeito Santim Roveda e posteriormente eleito Presidente da Câmara com o apoio de todo o grupo da base do prefeito, o vereador Almires Bughay iniciou seu mandato com "pinta" de que iria corresponder as expectativas nele depositadas, não apenas pelos seus 884 eleitores, mas por toda a população que ansiava (continua ansiando) por mudança na política local. Embora com iniciativas apoiadas pela maioria, "parece" que o dito popular se confirmou mais uma vez (o tal do poder quando sobe a cabeça). Almires Bughay começou a demonstrar que "se acha" o suficiente quando começou não ouvir seus pares e tomar decisões e posições absolutamente autoritárias e pessoais, para quem acompanha seus pronunciamentos, logo percebe que o "EU" é o mais usado.
Começou com o projeto das emendas impositivas, não obstante ao nome "impositivas", pela imposição do Presidente acabou vetada pelo prefeito e mantido o veto pela maioria dos vereadores, devido a uma inconstitucionalidade que Almires Bughay não aceitou mudar e foi até o fim com sua teimosia, gerando desgaste na casa e o maior perdedor foi a população que ficou sem o projeto. Cabe relembrar que o mesmo projeto em Porto União, conduzido com coerência pelo Presidente Pasqualin, foi aprovado, sancionado e já está em vigor. Na sequência diversas ocorrências de bastidores passaram a evidenciar a disposição do vereador em confrontar com o executivo (não estou nem quero entrar no mérito de cada discussão entre eles) apenas relatar que esse confronto, embora legitimo no meio politico é inédito para um primeiro ano de legislatura, normalmente ele acontece no terceiro e quarto ano (quando ocorre as disputas eleitorais), Bughay antecipou de forma absurda, insensata e lamentável logo no primeiro ano, trazendo prejuízos essencialmente para a cidade e a população.
Em uma das sessões (ver neste link: http://paulo-lemos.blogspot.com.br/2017/10/almires-bughay-perde-o-controle-de.html ) Almires perdeu totalmente o controle emocional, rasgou o regimento interno e encerrou a sessão após perder visivelmente o controle em discussão com outro vereador.
Já na sessão de 27 de novembro, utilizou a Tribuna da Casa para trazer a tona uma questão que ele mesmo classificou como pessoal, entretanto alternou-se em tentar convencer os seus ouvintes de que era uma defesa institucional, referindo-se a um pronunciamento do Prefeito onde, embora quem viu o tal pronunciamento afirma que nenhum nome foi citado, o vereador sentiu-se ofendido e caiu no ridículo de "exigir" que o Prefeito lhe venha pedir desculpas, invertendo valores e colocando-se ele, como se fosse autoridade máxima do município.
Na sessão solene de entrega de título de cidadão honorário, ocorrida da Uniguaçu, Almires Bughay claramente quis "dar o troco" e de forma infantil, irresponsável e ridícula, não chamou o Prefeito municipal para compor a mesa da solenidade. Ressalto aqui que esse fato nunca vi em toda a minha vida, acontecer em qualquer solenidade dessa natureza. Ressaltando ainda que o título foi concedido em forma de lei, logo foi aprovada pelo legislativo, mas sancionada pelo executivo. Cabe ainda registrar que o evento foi integralmente conduzido com evidente clima tenso e de constrangimento pela clareza das atitudes do vereador Presidente da casa. Esses e muitos outros fatos, impossíveis de relacionar aqui, principalmente em detalhes, demonstram claramente uma tentativa de medição de força política entre o vereador Almires Bughay, presidente do legislativo e o prefeito Santim Roveda, chefe do executivo. Não queremos julgar os envolvidos, apenas lamentar que os únicos perdedores são, a cidade e a população.
Finalizando, repetimos, seria cômico se não fosse triste.
A foto acima registra o momento em que após todos estarem posicionados, o vereador Almires Bughay se coloca a frente do Prefeito, de forma constrangedora, deixando inclusive o próprio homenageado na segunda fila da foto.