sexta-feira, 30 de março de 2018

E se Jesus vivesse em nossos dias, na era da internet?!

Com respeito ao maior personagem que já pisou na face da terra, peço aos amigos e leitores, licença, para fazer essa analogia, pois foi a data de hoje - 29 -  (sexta-feira santa) e  também o avanço tecnológico, maquinizado e escravizado por eletrônicos em que vivemos, que me fez pensar sobre o papel de um líder, doutrinador e evangelizador em tempos de conectividade ilimitada.
Usaria Jesus para propagar seus ensinamentos as redes sociais? Teria página no Facebook, Instagram? Tuitaria o dia inteiro em sábias frases de 140 caracteres? Faria uso de um canal do YouTube, em que relataria suas andanças por Canaã, sua decepção em Nazaré, ou suas palestras em Jerusalém? Teria com seus discípulos e seguidores um grupo de WhatsApp e de forma obsessiva mandaria e receberia textos cheio de abreviaturas e emojis? Mandaria e-mails reveladores correndo o risco de hackers roubarem seu conteúdo? Ok, é exagerar na imaginação não é? Mas, com tantos memes, radicalização, fofocas violentas virtuais, com certeza a vida dEle não seria fácil. A velha expressão “nem Cristo agradou a todo mundo” adquiriria dimensões impensáveis. Haveria uma guerra virtual com os romanos que dominariam o mundo internáutico, leões invejosos e raivosos devorariam os seguidores e curtidores cristãos. Ciberbullyng e montagens photoshopadas se multiplicariam a tal ponto que o conteúdo e essência de suas lições e falas se perderiam no ódio virulento que os fariseus e em nossos dias principalmente os escribas (jornalistas) e as multimídias propagariam. Ufa! Temeria por adjetivos que o perseguiriam mais que os ortodoxos judeus ou romanos colonialistas e ditadores: charlatão, falso profeta, picareta entre outras pérolas, acompanhariam suas doutrinações. Nas caóticas aparições públicas amplamente noticiadas, encontraria fãs enlouquecidos e vaias ensurdecedoras. Perderia, com razão, a paciência com as imprudentes e incontáveis selfies. E correndo o risco de ser chamado de arrogante e mal-humorado. Em entrevistas, bastaria uma palavra mal colocada ou uma edição distorcida de suas palavras para um tsunami de críticas ostentar manchetes. Suas curas e milagres seriam questionadas e ridicularizadas: cego voltar a enxergar, morto levantar do túmulo, água virar vinho? Céticos, cientistas, blogueiros em geral o reduziriam a pó. Seria crucificado diariamente, sofreria processos em todas as áreas jurídicas, seria chicoteado virtualmente num massacre midiático incalculável. Deus realmente sabe o que faz e 2.000 anos depois é um milagre que o “verbo” sobreviva. Aliás, percebam o termo para dimensionar nosso empobrecimento pós internet: “Verbo”!  Sim, a palavra sempre foi o instrumento de compreensão mútua, de ensinar e aprender novos conceitos e mudar a mente. É a fonte que nutre nosso conteúdo mental, a matéria-prima que ao formular pensamentos, emoções e desejos, permite que a doutrina que Cristo nos passou tenha se eternizado. Mas, convenhamos, se fosse contemporâneo teria sido quem foi? Sem contar o carisma que desaparece nas telas, pois é uma energia que só o presencial nos permite.  Há na vida elementos que deveriam ser degustados, experimentados com calma e tempo, assim são as sensações. O mundo deveria entrar em nós pala audição, visão, olfato, paladar, tato. Ainda bem que milagres foram registrados há séculos. Hoje seriam chacotas, vitalizaria em piadinhas nas redes. 
Tudo isso para concluir: como é difícil ser líder ou exercer novas ideias num universo virtual internáutico tão caótico e fútil. Para finalizar, sua crucificação, embora provavelmente se desse em muito menos de três anos, seria colocada em duvida, pois certamente alguma postagem afirmaria que no mesmo dia da crucificação Ele teria sido visto em Nova York, disfarçado e com malas de dinheiro. Ainda: realmente Deus tem o controle de tudo, essencialmente do tempo e da vida, por isso tudo aconteceu no seu devido tempo. E nós? vivemos com a internet e a tecnologia o tempo que foi previsto quando Ele viveu, antes até, que o nosso seria os tempos  finais. Pare, pense e reflita. E feliz Páscoa!